segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Noções de primeiros socorros



Noções de primeiros socorros


     O salvamento de vítimas de choque elétrico diminui com o passar de alguns minutos, pesquisas realizadas apresentam as chances de salvamento em função do tempo em minutos decorridos, pela análise da tabela abaixo esperar a chegada da assistência médica para socorrer a vítima é o mesmo que assumir a sua morte, então neste caso não se deve esperar, a melhor atividade a ser realizada é a aplicação imediata de técnicas de primeiros socorros por alguma pessoa que esteja mais próxima, e preparada para isto, é claro!


     Atenção: Antes de tocar o corpo da vítima, procure livra-la da corrente elétrica, com a máxima segurança possível e rapidez, nunca use as mãos ou qualquer objeto metálico ou molhado para interromper um circuito ou afastar um fio.


Tabela em função do Tempo por Chances de Salvamento



Tempo após o choque p/ iniciar respiração artificial
Chances de reanimação da vítima
1 minuto
95 %
2 minutos
90 %
3 minutos
75 %
4 minutos
50 %
5 minutos
25 %
6 minutos
1 %
8 minutos
0,5 %



     O ser humano que esteja com parada respiratória e cardíaca passa a ter morte cerebral dentro de 4 minutos, por isso é necessário tomar providência imediata.



Método da salvamento artificial "Hoger e Nielsen", para reanimação de vítimas de choque elétrico



1-Deite a vítima de bruços com a cabeça voltada para um dos lados e a face apoiada sobre uma das mãos tendo o cuidado de manter a boca da vítima sempre livre.

2-Ajoelhe-se junto à cabeça da vítima e coloque as palmas das mãos exatamente nas costas abaixo dos ombros com os polegares se tocando ligeiramente.

3-Em seguida lentamente transfira o peso do seu corpo para os braços esticados, até que estes fiquem em posição vertical, exercendo pressão firme sobre i tórax.

4-Deite o corpo para trás, deixando as mãos escorregarem pelos braços da vítima até um pouco acima dos seus cotovelos; segure os com firmeza e continue jogando o corpo para trás, levante os braços da vítima até que sinta resistência: abaixe os então até a posição inicial, completando o ciclo, repita a operação no ritmo de 10 a 12 vezes por minuto.


Método da respiração artificial Boca - a - Boca




- Deite a vítima da costas com os braços estendidos.


- Restabeleça a respiração : coloque a mão na nuca do acidentados e a outra na testa, incline a cabeça da vítima para trás.

 - Com o polegar e o indicador aperte o nariz, para evitar a saída do ar.


- Encha os pulmões de ar.


- Cubra a boca da vítima com a sua boca, não deixando o ar sair.


- Sopre até ver o peito erguer se.

- Solte as narinas e afaste os seus lábios da boca da vítima para sair o ar.


- Repita esta operação, a razão de 13 a 16 vezes por minuto.


- Continue aplicando este método até que a vítima respire por si mesma.


- Aplicada a respiração artificial pelo espaço aproximado de 1 minuto, sem que a vítima dê sinais de vida, poderá tratar se de um caso de Parada cardíaca.


Para verificar se houve Parada Cardíaca, existem 2 processos



- Pressione levemente com as pontas dos dedos indicador e médio a carótida, quase localizada no pescoço, junto ao pomo de Adão ( Gogó ).


- Levante a pálpebra de um dos olhos da vítima, de a pupila ( menina dos olhos ) se contrair, é sinal que o coração está funcionando, caso contrario, se a pupila permanecer dilatada, isto é, sem reação, é sinal de que houve uma parada cardíaca.


Ocorrendo a Parada Cardíaca



- Deve se aplicar sem perda de tempo, a respiração artificial e a massagem cardíaca, conjugadas.


- Esta massagem deve ser aplicada sobre o coração, que esta localizado no centro do Tórax entre o externo e a coluna vertical.

- Colocar as 2 mãos sobrepostas na metade inferior do externo, como indica a figura.


- Pressionar, com suficiente vigor, para fazer abaixar o centro do Tórax, de 3 a 4 cm, somente uma parte da mão deve fazer pressão, os dedos devem ficar levantados do Tórax.


- Repetir a operação : 15 massagens cardíacas e 2 respirações artificiais, até a chegada do socorro mais especializado.



quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Combate e Prevenção à incêndio


Para que uma reação de combustão e um incêndio ocorram, são necessários três fatores: combustível, comburente e reação em cadeia.



1-Combustível:

O combustível é qualquer material que possa ser oxidado. Eles podem ser sólidos (papeis, madeira, algodão), líquidos (álcool, gasolina, éter, óleo combustível) ou gasosos (gás hidrogênio, acetileno, GLP (Gás Liquefeito de Petróleo)). 

Entre os combustíveis líquidos, temos os voláteis, que são aqueles que liberam vapores em temperatura ambiente, como o álcool, a gasolina e o éter; e há também os não voláteis, que praticamente não liberam vapores, como as tintas, o óleo combustível, a graxa, entre outros. Os voláteis apresentam maior risco.


2-Comburente:
 




O comburente é o gás oxigênio (O2), que entra em contato com o combustível e reage. Ele é indispensável para que a combustão ocorra e isso pode ser visto por meio de um experimento simples e bem conhecido: se colocarmos um copo sobre uma vela acesa, a chama irá apagar com o tempo, pois todo o oxigênio foi consumido e a reação cessa.

3-Reação em Cadeia :

O calor fornece a energia necessária para que a reação continue. Por exemplo, o capim é um combustível e ele está em contato com o oxigênio do ar, mas para que a sua queima ocorra é necessário uma ignição, ou energia de ativação, que é fornecida, por exemplo, por uma faísca, como quando alguém joga um cigarro aceso. Então, a combustão se inicia, liberando calor que fornece a energia mínima necessária para que a reação em cadeia continue.

Desse modo a, combustão é representada por um diagrama chamado de triângulo do fogo:

DICAS DE COMO REMOVER UNS DESSES TRÊS FATORES:

1- ELIMINANDO O CALOR: 

Um dos principais meios de combater um incêndio é por meio do resfriamento, diminuindo a temperatura. Esse método é ideal para incêndios de classe A, que ocorrem com combustíveis sólidos que queimam na superfície e na sua profundidade, deixando resíduos (cinzas).
Para eliminar o calor, utilizam-se extintores apropriados para cada tipo de incêndio.  Mas é necessário saber exatamente qual extintor usar para cada tipo de incêndio, pois, caso contrário, pode piorar a situação. Por exemplo, digamos que o fogo está ocorrendo em equipamentos elétricos que oferecem risco de choque (incêndio classe C), nesse caso, um extintor de água não seria indicado, mas sim um extintor de pó químico seco.


1.1 Classificação dos extintores de incêndios  

Extintor H2O: água na forma Líquida;
Extintor à base de Espuma: Espuma mecânica;
Extintor de Dióxido de carbono (CO2);
Extintor Pó químico: bicarbonato de sódio.

Classes de incêndio:

A - Materiais como madeira, papel, tecido, que se caracterizam por deixar, após a queima, resíduos como carvão e cinza. Essa classe de incêndios deve ser combatida com extintores de H2O ou de Espuma;  

B - Líquidos e gases inflamáveis, ou em sólidos que se liquefazem para entrar em combustão: gasolina, GLP (gás de cozinha), parafina, etc. Os extintores à base de água não são permitidos nesse caso;

C - Equipamentos elétricos energizados: motores, geradores, cabos, etc. Extintores de pó químico e Dióxido de carbono são os indicados para esse tipo de incêndio.

Dicas de uso: Retire o pino de segurança do extintor e pressione a alavanca de operação. O jeito adequado de se usar um extintor de incêndio é mirá-lo diretamente no combustível, em vez de mirar nas chamas.



 



Ergonomia 

O que é ?

Ergonomia (ou "fatores humanos") é a disciplina científica relacionada ao entendimento das interações entre seres humanos e outros elementos de um sistema, e também é a profissão que aplica teoria, princípios, dados e métodos para projetar a fim de otimizar o bem-estar humano e o desempenho geral de um sistema.Os ergonomistas contribuem para o projeto e avaliação de tarefas, trabalhos, produtos, ambientes e sistemas, a fim de torná-los compatíveis com as necessidades, habilidades e limitações das pessoas.

A associação de Internacional de Ergonomia, divide a ergonomia em três domínios de especialização:

 

1°) Ergonomia Física:

 Que lida com as respostas do corpo humano à carga física e psicológica. Tópicos relevantes incluem manipulação de materiais, arranjo físico de estações de trabalho, demandas do trabalho e fatores tais como repetição, vibração, força e postura estática, relacionada com lesões músculos-esqueléticas, Lesão por esforço repetitivo.

 

2°)Ergonomia Cognitiva:

 Também conhecida engenharia psicológica, refere-se aos processos mentais, tais como percepção, atenção, cognição, controle motor e armazenamento e recuperação de memória, como eles afetam as interações entre seres humanos e outros elementos de um sistema. Tópicos relevantes incluem carga mental de trabalho, vigilância, tomada de decisão, desempenho de habilidades, erro humano, interação Humano-Computador e treinamento.

 

3°)Ergonomia Organizacional:

 Ou Macroergonomia, relacionada com a otimização dos sistemas sócio-técnicos, incluindo sua estrutura organizacional, políticas e processos. Tópicos relevantes incluem trabalho em turnos, programação de trabalho, satisfação no trabalho, teoria motivacional, supervisão, trabalho em equipe, trabalho à distância e ética.

A Ergonnomia e uma ciência muito importante,pois essa ciência estuda a adaptação do ambiente do trabalho ao ser humano.Por esse motivo ela é fundamental para que existam cada vez mais equipamentos, processos adaptados ao trabalho.

 


 

Risco em eletricidade



Risco de Eletricidade voltado à informática

     A eletricidade é indispensável para a vida moderna, nos dando conforto todos os dias em casa usando o ar condicionado, mantendo o funcionamento de máquinas nas fábricas ou tentando manter a ordem no trânsito com faróis. Entretanto assim como a eletricidade pode nos proporcionar vantagens, pode nos causar danos irreversíveis econômicos e de saúde.
     Acidentes elétricos vêm acontecendo com maior frequência seja no trabalho ou até em casa, o que prova que o menor cuidado possível é necessário. As normas de segurança estabelecem que as pessoas devem ser informadas sobre os riscos que elas podem estar expostas, conhecendo seus efeitos e como podem ser evitados.
    Quantas vezes já não foram noticiadas situações envolvendo acidentes domésticos pelo mau uso dos aparelhos? Ou ainda, notícias sobre descargas elétricas que atingem residências e causam destruição e morte de pessoas? Como funcionam os aparelhos domésticos? Quais os riscos que eles podem causar? 


Quanto aos computadores

 

     Como os micro-circuitos trabalham com quantidades mínimas de energia, precisam ser altamente sensíveis à variação da voltagem. Por isso, a carga eletrostática de seu corpo, ao ser transferida para esses circuitos, provoca grandes danos, mesmo que você não encoste neles. Da mesma forma, como o raio transfere energia entre a nuvem e o solo, a proximidade do seu corpo com o chip pode provocar pequenas faíscas elétricas que você até nem percebe, ou mesmo a formação de um campo elétrico contrário na placa eletrônica (é a chamada indução elétrica). 


     Choque elétrico



    Choque elétrico é o conjunto de perturbações da natureza que se manifestam no corpo humano ou animal. Os efeitos colaterais do choque dependem de sua intensidade que podem ser desde de contrações musculares até a morte. Existem três tipos de choques elétricos:
      
      - Produzido por contato por um circuito eletrizado: Aqui o choque surge pelo contato direto da pessoa com a parte energizada da instalação, o choque dura enquanto permanecer o contato e a fonte de energia estiver ligada. As consequências podem ser pequenas contrações ou até lesões irreparáveis.
     - Produzido por contato com um contato com um corpo eletrizado: Neste caso analisaremos o choque produzido por eletricidade estática, a duração desse tipo de choque é muito pequena, o suficiente para descarregar a carga da eletricidade contida no elemento energizado. Na maioria das vezes este tipo de choque elétrico não provoca efeitos danosos ao corpo, devido a curtíssima duração.
     - Produzido por raio: Aqui o choque surge quando acontece uma descarga atmosférica e esta entra em contato direto ou indireto com uma pessoa, os efeitos desse tipo de choque são terríveis e imediatos, ocorre casos de queimaduras graves e até a morte imediata.
  

Curto-circuitos



     Uma das causas mais comuns de curto-circuitos é o acúmulo de componentes ligados a uma única fonte de energia. Os famosos “Ts”, Benjamins e extensões são muito perigosos, já que facilitam uma sobrecarga elétrica e muitos deles não possuem certificação de órgãos reguladores como o INMETRO. 
     Como a quantidade de equipamentos que usam eletricidade é crescente, a fiação precisa acompanhar a demanda cada vez maior de energia. Por isso, sempre faça a manutenção da fiação do seu laboratório, pois fios velhos, gastos, desencapados ou ressecados podem provocar incêndios. É aconselhável fazer uma vistoria anual, para manter tudo ordem e evitar a perda de energia ou descargas em seus equipamentos elétrico.

Danos econômicos


     Um outro dano colateral da falta de cuidado com a eletricidade é dano econômico. Incêndios e a queima dos aparelhos elétricos são exemplos consequências que afetam diretamente o bolso.


Para prevenir


a) Utilizar materiais, ferramentas e equipamentos dentro das normas técnicas.
 
b) Para trabalhar em segurança é necessário primeiro saber a maneira correta de funcionamento da máquina, qual o tipo de serviço a ser realizado, observar bem o local de trabalho levantando as possíveis interferências que poderão causar algum dano.
 
c) Trabalhar sempre com o circuito elétrico desligado, utilizar placas de sinalização indicando que o circuito ou a máquina estão em manutenção, evitar o uso de anéis, aliança, pulseiras, braceletes e correntes.
 
d) Ao abrir chaves, não permanecer muito próximo para evitar o efeito do arco voltaico, sempre que realizar manobras em chaves seccionadora ou disjuntores pelo punho próprio de acionamento, utilizar luvas de PVC com isolamento de acordo com a classe de tensão do circuito a operar.
 
e) Na alta tensão, além de fazê-lo com o circuito desligado deve-se providenciar um aterramento múltiplo das 3 fases do circuito.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Doenças relacionadas à atividade de informática



 Doenças relacionadas à atividade de informática


     As consequências no uso excessivo do computador não são imediatas, são doenças que vem ao longo do tempo e que aumentam o risco se o usuário utilizar o computador por muitas horas seguidas e diariamente. É comum um usuário após o uso contínuo do computador sentir cansaço, dores de cabeça, irritação nos  olhos e fadiga. Além disso, grande parte dos problemas está relacionado à má postura, ao esforço repetitivo e a dependência do uso, principalmente, da

Internet.



1. Esforço repetitivo

 

Ao falar-se em problemas de saúde causados pelo computador, certamente, a primeira doença mais visada é a L.E.R (Lesão por Esforço Repetitivo) ou D.O.R.T (Distúrbios Osteomoleculares. Relacionados ao trabalho). Como o próprio nome, está é uma doença provocada pelo uso inadequado e excessivo de uma certa atividade. Hoje, a síndrome representa cerca de 70% das doenças do mercado profissionais registrados no Brasil. Essas lesões têm maior efeito no mundo da informática, pois o usuário passa muito tempo em uma mesma posição e fazendo o mesmo trabalho com o corpo. Esse uso intenso provoca distúrbios que atingem, principalmente, áreas do corpo como as mãos, punhos, pescoço e ombros. O primeiro sinal da síndrome é a dor, que em um momento de descanso já não existe. Com o uso excessivo do computador, aumenta-se a sucessão dela, tornando-se uma grande dor. Normalmente, o usuário tende a mudar a postura ou retrair os tendões pensando em acabar com o incômodo da dor. Essa maneira de retardar acaba progredindo a síndrome. Como a síndrome não é trata como uma doença, e sim, como um distúrbio, exige-se um certo cuidado para que, futuramente, não se  torna uma doença grave. Sem a atenção  exigida, ela pode desenvolver ou agravar patologias como:

a) Tendinite: inflamação aguda ou crônica dos tendões.

b) Tenossinovite: inflamação aguda ou crônica das bainhas dos tendões.

c) Síndrome de DeQuervain: opressão dolorosa da bainha comum dos tendões do polegar.

d) Síndrome do Túnel do Carpo: contração do nervo mediano no túnel do carpo. Estas não são as únicas doenças derivadas de esforços repetitivos, qualquer lesão ou fraturas podem causar doenças deste padrão, assim como, a síndrome pode também desenvolver as doenças citadas abaixo:

-Cisto sinovial

-Fibromiosite ou fibrosite

-Bursite

-Síndrome do Túnel do Carpo

-Síndrome de Quervain

-Síndrome do Canal de Guyon

-Epicondilite

-Mialgia tensional





2. Problemas de coluna


     As doenças relacionadas à coluna e ao computador são decorrentes da postura e do tempo que o usuário utiliza o aparelho. Embora a posição utilizada diante do micro pareça confortável ou menos incômoda, é ela que poderá causar o mau posicionamento do esqueleto, que pode levar o usuário a ter tensões nos músculos, ligamentos e articulações. Dores no pescoço, pelo mau posicionamento, e nas pernas, pelo tempo intensivo, são os primeiros sintomas de que a posição diante do micro certamente não está correta.

Sentir dores regularmente pode causar grandes consequências à coluna, como:

a) Artrose: desgastamento das articulações;

b) Lordose: aumento anormal da curva lombar;

c) Cifose: acentua mento na concavidade posterior;

d) Escoliose: surgimento de uma curvatura lateral da coluna vertebral. Quando estes sintomas surgem, surgem também as possibilidades de causar outros problemas futuros como lombalgia (fortíssimas dores na coluna), hérnias de disco (saliência do disco) e, até mesmo, problemas estéticos, como seios caídos e abdome proeminente.





3. Doenças oculares

     Os olhos não conseguem suportar a tela de computador durante muitas horas seguidas. As imagens do monitor são formadas por pixels, minúsculos pontos nos quais os nossos olhos não conseguem manter o foco, fazendo um exercício de focar e refocar repetidamente, provocando um  estresse dos músculos oculares, resultando em problemas oculares. Para o Dr. Carlos Sawada, o mau uso do computador elevou no número de pacientes com problemas devido à síndrome do olho seco, que é causada pelo uso inadequado do computador, afetando mais de 30% dos usuários na faixa etáriados 12 aos 17 anos, que utilizam computadores diariamente. Os problemas oculares não são causados pela atividade desenvolvida pelo usuário e, sim, totalmente relacionada ao posicionamento do monitor e a duração da atividade. Estudos revelam que a radiação emitida pelo computador é pequena, mas tem agravado problemas já existentes em pacientes com miopia, por exemplo, principalmente, jovens que utilizam o computador por muitas horas seguidas. A principal causa do olho seco é o longo tempo sem piscar, que resulta na evaporação das lágrimas, deixando os olhos sem lubrificação e nutrição da córnea. Outros sintomas comuns são: coceira, queimação, irritação, olhos avermelhados, visão borrada, desconforto após o uso do computador.




4. Problemas psicológicos: vicio em Internet
      Não se sabe se a popularização da Internet é uma ameaça ou um recurso, mas sabe-se que ela ocupa atualmente grande espaço na mídia e que vem crescendo a cada instante. Com isso, surge outra doença denominada PIU (Pathological Internet Use), ou seja, Uso Compulsivo da Internet. Nos dias de hoje, as causas do vicio da Internet não é uma doença psicológica, mas sim, como mera conseqüência do mundo contemporâneo. O usuário viciado em Internet, ou Webaholics, busca na rede manter relacionamentos amigáveis e com o sexo oposto ou a formação da própria personalidade. Isso faz com que diminua suas atividades sociais e até mesmo, mantenha o seu personagem virtual como a sua personalidade e acabe incorporando no seu cotidiano. As principais características encontradas nos viciados virtuais são:

-isolamento da família e amigos;

-problemas acadêmicos;

-problemas ocupacionais;

-incapacidade de controlar o tempo de uso;

-alteração do relógio biológico;

-alteração dos horários de refeições;

-ansiedade quando não se está conectado;

-agitação, tensão e depressão.

     Em uma pesquisa feita pela Doutora Kimberly S. Young, 83% dos viciados tinham acesso a Internet há menos de um ano, o que sugere, segundo  Young, que o vício surge através do desejo de entrar em contato com a rede. Em relação ao tempo de uso, ela chegou a uma média de 38,5 horas por semana, para uso não profissional. Nesta mesma pesquisa, foi detectado que o uso era diferenciado para os viciados e os não viciados. No caso dos viciados, eles utilizam os recursos da Internet para se socializar através de softwares de bate-papo. Já os não viciados, utilizam a rede on-line para buscar e receber informações e manter relações já existentes. Qualquer usuário que utilize o computador mais que duas horas diárias pode desenvolver qualquer doença relacionada ao uso do computador, sendo maior o grau de vulnerabilidade de um usuário que utiliza o computador tanto para o uso profissional quanto para o entretenimento. Entretanto, é importante ressaltar que a consciência diante desses fatores não diminuirá os números em pesquisas, pelo fato de que a sociedade atual é extremamente depende dos recursos oferecidos pelo computador.